

Kim Jeongmin cresceu como o primeiro de três filhos. Enquanto as outras crianças ainda podiam se permitir errar, chorar alto ou depender de alguém ou simplesmente serem crianças e viverem a infância tendo como única obrigação escolher com o que brincar, ele já entendia que havia coisas que simplesmente precisavam ser feitas e que, se ninguém fizesse, tudo desmoronava. O pai estava presente fisicamente, mas ausente em quase todos os outros sentidos. Enfrentava problemas mentais que o tornavam instável, confuso, incapaz de sustentar uma rotina ou assumir responsabilidades. Havia dias em que mal conseguia sair da cama; em outros, precisava ser guiado como alguém muito mais velho do que realmente era.
A mãe era o pilar, até deixar de ser. Quando Jeongmin tinha catorze anos, o diagnóstico pegou a família de surpresa: câncer de mama. Foi ali que a infância dele terminou de vez. Enquanto os irmãos mais novos tentavam entender por que a mãe perdia o cabelo ou por que havia tubos presos ao corpo dela, Jeongmin aprendia nomes de medicamentos, horários de aplicação, cuidados com drenos e sinais de infecção. Era ele quem ajudava a mãe a se levantar da cama, quem trocava o curativo com as mãos trêmulas, rezando silenciosamente para não errar.
Era ele quem aplicava as injeções de tratamento contínuo por meses após a cirurgia. Era ele quem segurava a bolsa de soro, quem empurrava a cadeira de rodas, quem fazia de tudo, até que virou o porto seguro de sua mãe, que era o porto seguro dele até então.
E, como se não bastasse, também era ele quem levava o pai ao médico, traduzindo sintomas, explicando comportamentos, assumindo um papel que nunca deveria ter sido seu.
Os hospitais se tornaram uma espécie de segundo lar antes mesmo de ele saber o que queria ser da vida, foi onde ele passou uma parte considerável de sua adolescência. Foi ali, vivenciando aquela realidade, que despertou dentro de si a vontade de seguir carreira naquela área. Aquela rotina fazia sentido para alguém como ele, que já estava se acostumando a viver daquela maneira e que sentia a necessidade de cuidar dos outros.
Por um tempo, acreditou que daria certo. O tratamento funcionava, a mãe ria em dias bons, a quimioterapia se encerrou, a radioterapia em seguida. Sua mãe estava viva e bem.
Viveu por três anos mais aliviado, sua mãe estava de volta à vida. Tinha suas limitações por sequelas do que passou, mas ainda era a mulher forte e guerreira que o criou.
Até que o câncer voltou. Quando ela morreu, Jeongmin tinha dezenove anos. Velho demais para ser acolhido, mas jovem demais para estar pronto. Porém, o mundo não parou e as contas não desapareceram. Os irmãos ainda precisavam de alguém, o pai continuava precisando de cuidados. Antes mesmo que se desse conta, tudo caiu sobre os ombros dele.
Ele não teve tempo de viver o luto como deveria. Chorou em silêncio, resolveu burocracias, assumiu responsabilidades e aprendeu a engolir a dor com a mesma habilidade que desenvolveu para engolir o cansaço.
Sempre pensava em enfermagem ou medicina. Era seu plano desde os seus 16 ou 17 anos, porém o tempo para se graduar nessas profissões era um luxo que ele não podia se permitir ter. Precisava trabalhar logo, sustentar a casa e sobreviver.
Foi assim que escolheu ser técnico de enfermagem. Entrou na profissão carregando uma dor e vivência que nenhuma aula poderia ensinar. Cada paciente não era apenas um número para ele, era alguém que poderia ser sua mãe ou seu pai. Ouviu durante os anos de estudo que, com o tempo, ele perderia parte da humanidade e passaria a enxergar os casos com frieza profissional. Hoje, aos 25, não se considera nem 10% mais frio do que quando começou.
No Hospital Dongbang, Jeongmin não é apenas mais um técnico. Ele é alguém que sabe exatamente o que significa ficar ao lado da cama até o fim, mesmo quando não há mais nada a ser feito. Alguém que aprendeu a rir alto, fazer piada e aliviar o clima, porque ele sabe, melhor do que gostaria, o que acontece quando o silêncio vence.
Ele cuida dos outros como aprendeu a cuidar da própria família e isso não fazia parte da inexperiência, fazia parte de quem era e nunca deixaria de ser.

| i | ii | iii | iv |
|---|---|---|---|
| name | kim jeongmin. | height | 1,86. |
| age | 26. | pronouns | he/his. |
| ssign | aquarium. | birthdate | 13/02. |
| sexuality | bissexual. | country | korea. |
PERSONALITY extrovertido, espirituoso e cuidadoso. ri alto, fala rápido e tenta se dar bem com todos. foge do silêncio, odeia momentos vazios, não gosta de ficar sozinho. é gentil com as pessoas ao redor, está sempre buscando deixar seus pacientes confortáveis e fazer com que se sintam mais em casa do que em um hospital.



LIKES
café com leite, músicas animadas, cachorros, praia, as séries arcane e weak a hero class, filmes da disney, vermelho, dirigir, dançar, conversas profundas, dormir sem hora pra acordar, festas agitadas.
DISLIKES
café puro, grosseria, respostas monossilábicas, aranhas, brigas, acumular coisas desnecessárias, locais muito fechados.

CONECTIONS:
• desde a primeira vez que pisou no echo duet, jeongmin e muse viraram oficialmente uma dupla. ambos amam passar horas cantando com as vozes mais desafinadas o possível e sem vergonha alguma de pagarem mico. quando não estão cantando, estão fingindo fazer parte do balé da pessoa que estiver com o microfone.• jeongmin "adotou" muse desde o primeiro dia de residência dele(a)(u), ao notar o tremor de suas mãos em um procedimento, ou ouvir uma fala sobre não saber se aguentaria a profissão. jeongmin vira a pessoa que lhe dá forças e incentivos para continuar, algo que ninguém pôde fazer por si quando era mais jovem.• os plantões noturnos de jeongmin foram compartilhados vezes até demais por muse que virou sua companhia conforto. reclamações sobre o café ruim, a atitude de levar leite para ele misturar ao café apenas porque sabia que ele gostava, momentos de silêncio confortável entre as pausas ou até compartilharem suas fy do tiktok e rirem dos vídeos, entre um serviço e outro. acaba virando uma conexão intensa, daqueles que só pessoas que presenciam juntas situações difíceis podem ter.• muse é uma das poucas pessoas que conhece verdadeiramente o lado sério de jeongmin, porque já viu ele quebrar por conta de um paciente que ele acabou se apegando demais à história e família e veio à óbito. o encontrou em um quarto vazio, escondido, e o ajudou.• muse é médico residente/especialista e sempre pede a ajuda do jeongmin, confia nele até além do protocolo às vezes o sobrecarrega sem perceber, o que ocasiona uma parceria muito forte, porém pode gerar um conflito por muse se culpar caso algo prejudique jeongmin, ou o próprio jeongmin se culpar caso oriente muse e algo dê errado.
cali, ela/ele, 25+. temas de interesse: crack, friendship, smut, fluffy. todas as cnns podem ser adaptadas pra realidade que se encaixe melhor entre os chars. cnns que podem desenvolver angst podem ser bem vindas se forem muito bem combinadas e conversadas, pra não perder o intuito do rp, que é ser divertido. NÃO TURNO SMUT COM OOCS MENORES DE 18 ANOS. não tenho intuito de combinar endgame por agora, mas o char está aberto a um futuro relacionamento. as atitudes do jeongmin não refletem minha opinião pessoal, mas sou 100% aberta a sentar em ooc e conversar caso o rumo em ic esteja sendo desagrável para uma das partes.
